Marketing de Guerrilha. Mas pode chamar de Criatividade em Guerrilha.

October 15, 2016

 

Parte do texto desta entrevista esteve na reportagem sobre Mkt de Guerrilha no Portal Comuninter. Mas aqui, segue ela, na íntegra para você que quer saber um pouco mais sobre o assunto.

 

1) O que é marketing de guerrilha?
Antes de dizer o que é, gosto de pensar: o que não é Marketing de Guerrilha? Mas isso falamos depois.
O nascimento do termo Marketing de Guerrilha teve sua inspiração no cenário das guerras, resultante de técnicas e das táticas militares utilizadas de forma inteligente e precisa pelos exércitos menores que combatiam inimigos de grande poderio bélico e de tropas maiores e mais bem equipadas. O pai deste termo, o americano Jay Conrad Levinson, diz em seu livro (Guerrilla Marketing), que o principal objetivo é “transformar clientes potenciais em consumidores reais, e investimentos de marketing em lucro”. Então, entender isto é entender que manter o foco no objetivo de uma marca é considerar que suas as estratégias e soluções pensadas tenham não só uma precisão cirúrgica quando planejadas, desenvolvidas e ativadas, mas também que estejam à serviço das grandes ideias. Normalmente se pensa (ou percebe-se) o contrário, onde a ideia é que leva tudo para um ponto, um objetivo. Mas tente pensar que uma ideia sem fundamento, sem resolver um problema, sem critério, sem planejamento, nem é ideia. Pode ser cool e até engraçadinha, pode estar na moda e quem sabe até no seu smartphone. Mas se não constrói, então destrói. E não é o imediatismo, o modismo relâmpago ou a inércia que as marcas querem.

2) Pequenas e médias empresas também podem usar esse tipo de estratégia? De que forma?
Sim! Principalmente elas. Considere que quanto menor o budget, maior precisa ser a ideia em sua inteligência criativa. Neste caso, chamo de blindagem. E uma ideia blindada é uma ideia capaz de contornar questões de falta de investimentos, riscos, (re)posicionamentos e, principalmente, estar atuando no cenário e realidade do mercado atual. Sabemos que atualmente as grandes empresas vivem esta realidade também, mas em proporções que não se pode comparar com investimentos das grandes marcas, por menores que sejam, com os investimentos (e cortes) das pequenas e médias empresas. Vale lembrar que, em contrapartida, o momento que vivemos é extremamente rico para ideias e, por quê não, para implementação delas. Digo isso, pois nunca se teve tanta informação acessível na tela de um computador ou smartphone, onde subir 10 Gigas e descer 30 é algo tão comum em um universo de nuvens, onde a tv já é online há algum tempo, e a interatividade e novas tecnologias de máquinas são, conceitualmente, cada vez menos máquinas (wearable, biohacking, internet das coisas). Além disso, gostaria de lembrar algo que só complementa os exemplos acima, e que hoje merece um carinho todo especial: o movimento maker. Na prática, algo que existe antes mesmo dos computadores, mas que agora está associado à inovação, ao uso da tecnologia e da prototipagem. Sim, associado, pois marcenaria, misturada com impressão 3D e um Arduino preso a alguns canudos já transformam ideias em projetos viáveis. Então, efetividade, aderência de marca, criatividade e um “vai lá e faz” é o quadrante que hoje pode sustentar e evidenciar não só marcas de qualquer tamanho, mas empreendedores criativos.

3) Poderia nos dar alguns exemplos recentes de marketing de guerrilha?
Acho que com esta pergunta, posso responder ao que inicialmente levantei “O que não é guerrilha?” Bom, o fato é que hoje, o marketing de guerrilha passou a ser um posicionamento e uma atitude diferenciada, se utilizando de diversas ferramentas criativas em todas as modalidades de comunicação e interação com o usuário. E isso mudou a estrutura inicial, onde a guerrilha se dividia em estratégias distintas e específicas. Se você levantá-las em sua criação, vai encontrar todos os pontos de contato da comunicação entre marcas e consumidores potenciais. Estamos falando de: mkt de emboscada, esportivo, intervenção urbana, viral, social media e alguns outros. Essa mudança (ou integração) aconteceu não só pela própria evolução dos conceitos de comunicação, mas também com os novos modelos de negócios que trouxeram uma evolução na linguagem e interação entre marcas e usuários. E aí coloco a importância de algo integrado entre propaganda, design, digital, promo, etc). Um exemplo muito claro é quando você olha a lista de leões em Cannes. Aquela mesma ideia, ativação, produto ou o que quer que esteja concorrendo, ganha em 1, 2, 3, 4 ou mais categorias distintas. Aquela mesma ideia passeia pelos ouros, pratas e bronzes de promo, direct, outdoor, product design, brand experience e o que mais puder ser aplicado (diga-se inscrito). Não tenho nada contra sobre esta ótica, pois isso só mostra como existe a aderência de uma boa ideia. E se ela for forte em mais de uma situação ou aplicação, então estará presente e espalhada em diversas mentes, olhos e bocas que possam disseminar como “olha que coisa duka a marca XYZ fez!". O importante é conectar marca e usuário. Daí você vende, você se apaixona, você defende, indica, você vira o protagonista e ao mesmo tempo o espectador.
E entre marcas que me vêem a cabeça com atitudes criativas como esta (pronto, já nem tô chamado mais de guerrilha (rs)), penso nos cases:
- Nivea Doll. Aliás, a marca tem investido em ideias como esta de uns 3 anos pra cá e vem construindo sua marca de proteção solar no hall das marcas que apostam nas ideias diferenciadas e na experiência de marca.
- A Bíblia do Churrasco, da Tramontina (nem é tão recente, mas são algumas ideias que demoram mais a prescrever)
- Coca-Cola sempre na lista todos os anos, mas recentemente o Coca-Cola: Share a White Christmas
- The 2 Euro T-Shirt, como uma ativação de social experience.
No geral, acredito muito que, conceitualmente, a experiência de marca é hoje a melhor definição para o mkt de guerriha de ontem.

4) Quais as principais vantagens do marketing de guerrilha?
Existem várias e uma delas é a própria razão por ter sido criada, ou seja, ideias de baixo investimento e alto impacto. Mas acredito, fielmente, que a principal vantagem é de ter um cliente que acredita nisso de forma visceral. Sem a crença da busca incansável não pelo diferente, mas pelo diferenciado e, muitas das vezes se arriscando a ser o primeiro a fazer tal ideia, para mim, é onde está a vantagem disso tudo.

 

-------------

 


E não deixe de aproveitar os Workshops que irão acontecer agora entre janeiro e fevereiro. Junte-se Clique na imagem ou no link abaixo para saber mais de cada um deles. E Save the Date:


CURSOS PRESENCIAIS

 

 

   

Facebook
Please reload

Posts Em Destaque

Serendipidade, Criatividade, Possibilidade e outras idades.

November 11, 2017

1/3
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags