Marcas são como as pessoas: elas só querem amar e serem amadas. Ou o contrário?

August 18, 2017

 

Se você fosse uma marca, qual seria? Essa pergunta parece boba, mas na verdade é como posso explicar, de forma simples e natural, sobre como as marcas alcançam a mente dos seus seguidores. E como elas se posicionam numa lista Top 10 em Share of Mind ou no branding que fazem. Agora, se alguma marca fosse você, qual seria esta marca?

Neste momento, o que quero que faça de reflexão é não voltar mais para a colocação da pergunta que fiz anteriormente. Pense e associe então, qual a marca que hoje representa, ver-da-dei-ra-men-te, o  que você faz, é, produz, entrega e retorna ao mundo. Então, em que posição agora ela (você) se encontra? Ela é a mesma posição que você colocou na primeira lista?

 

Bem, esta provocação com um crachá de reflexão espetado na blusa é para acionar o tal do botão de corte epistemológico e te levar para um outro ponto de vista. Sejam empreendedores de suas próprias marcas, dos gestores de marketing das empresas ou das empresas de branding, design e comunicação que fazem isso continuamente pra si e pelos seus clientes. 

 

 

 

O cliente Eternamente insatisfeito. Você o reconhece?

 

Normalmente uma marca se comunica com você a partir de uma entrega emocional. Com ela vem as outras entregas: de produto ou de serviço, e tudo se conectando através dos sentidos. Daí começamos a perceber que isso somente não se encaixa mais na relação dos usuários e as marcas. É aqui o tal do chamado Cliente Eternamente Insatisfeito aparece. Uma nova safra de usuários, onde as marcas precisam ser mais do que apenas emocionais, mas sim emocionantes! E isso só se adquire com algo que vai além. Está não só em cada botão que você apenas encosta sua digital, a cada mordida que te faz fechar os olhos, em cada cheiro que mexe e muda repentinamente sua respiração, mas sim na relação de O COMO isso acontece, mexendo com você, de alguma forma ou de todas as formas. Ou seja, precisamos entender que evoluímos. E agora temos (ou percebemos) que possuímos seis sentidos. Sim, seis, pois é onde você percebe o verdadeiro efeito das marcas que produzem relevância e torna você o porta-voz da marca e não mais os meios de comunicação. 

 

Se ainda não entendeu, vamos caminhar um pouco mais nessa direção, começando pelo: coração. A sua aderência emocional, expontânea e não baseada em um pensamento racional, de números e ao interesse básico do “O que eu levo com isso?” decidiu sua escolha. Mas é claro que muitas outras coisas aconteceram no percurso que fez seu coração falar por você. E perceba que aqui a emoção conversa com o raciocínio lógico. E essa conexão eleva a sua satisfação pela marca, pois um depende do outro. Tá entendendo? Não vale apenas ser apenas uma marca legal, descolada, colorida ou milhares de curtidas possuídas em sua timeline. Ela precisa entregar algo. Agora, algo muito maior do que cabe em uma caixinha ou baixada em seu smartphone. Este algo a mais precisa estar totalmente conectado e os 6 sentidos cumprem este papel. 

 

 

 

Pessoas e marcas. Tudo muito junto e misturado.

 

Dentro deste novo cenário das marcas e, porque não, das pessoas, vemos as novas profissões emergindo e tomando conta do universo dos modelos tradicionais de trabalho e dos antigos-atuais modelos de negócios, indicando o nascimento exponencial de empresas de pouquíssimas pessoas (ou de uma pessoa só), mas que geram algo, algumas faturam no mesmo porte de grandes marcas ou apenas atendem localmente. Então, como estas pessoas estão se vendo no mercado? Será que não é preciso redefinir o pensamento do branding para esta nova geração e relação? O tal do personal branding? Ou o branding pensando nas start-ups, nos coachs, nos empreendedores e modelos de negócios espalhados por diversos coworkings no mundo, nos financiamentos coletivos lançandos a cada kikstart de empreendedores, inventores, resolvedores e todos os ores da nossa nova economia criativa e que vem redesenhando o papel das novas profissões? Estas profissões aí, do seu lado, que nunca ouvimos falar em tão pouco tempo e de tantas outras novas que irão surgir em um piscar de olhos. Elas agora são as marcas que, by the way, estarão conectadas aos velhos-novos usuários. Sim, usuários, pois consumidores já não é mais uma definição ou chancela forte o suficiente para estar conectado a uma marca.

 

Hoje podemos então ver, claramente, que pessoas e marcas se misturam. As pessoas tem comprado de pessoas (o tal do C2C). As plataformas e redes sociais (e aqui digitais e físicas) mostram que esta relação está indo cada vez mais para o relacionamento. Grandes marcas, com grandes lojas físicas e uma grande estrutura perdem terreno para pessoas que, com uma única marca, situada em um endereço com CEP feito de letras, vulgo Instagram ou Facebook, roubam a cena e os clientes. E isso não é um problema, mas um diagnóstico da realidade de tudo! Da economia, das tendências de consumidores, da relação B2C (e até B2B, quando entendemos a realidade, já comum e presente, das empresas de uma pessoa só).

 

 

Ninguém quer carregar pedras na mochila se quiser seguir adiante. 

 

A questão agora maior é: será que não está havendo uma desvalorização ou banalização nas construções de marcas? E não é só pelo cliente, mas quem está ali, na coxia, construindo a 10 mãos (ou apenas 2), pipocando todos os dias em nossas plataformas e esquinas? Será que as tendências simplórias e desconfiguração das expertises do design estão sendo engolidas pelos sites de logos a $ Duas Mariolas e Dois Pastéis? Mas tudo bem se este é o novo caminho para acesso a serviços e produtos. O DIY das marcas já existia há muito tempo, quando os computadores e programas de edição surgiram. Que por um lado, possibilitou crescer uma nova safra de designers, criativos, programadores, videomakers, empresas e tantos outros que vemos hoje a serviço de coisas boas (e não tão boas assim). Será que estamos criando uma geração de profissionais capazes de entender estes valores? Mas mais do que entender, saber como colocar isso em prática? Construir um verdadeiro legado das marcas para as pessoas e vice-versa?

 

Bom, esta é uma pergunta que cada um que se vê neste cenário deve se perguntar. Fico devendo a resposta de Um Milhão de Dólares. Afinal, é você que precisa saber se está bem posicionado para fazer uma entrega qualificada, criativa, profissional e o que mais for preciso para ajudar a apontar a bússola para o caminho que uma marca deve seguir. E, principalmente, os acessórios que ela deve levar e os que deve dispensar. Afinal, ninguém quer carregar pedras na mochila se quiser seguir diante. 

 

Você reparou aqui que não comentei o nome ou exemplifiquei nenhuma marca específica de grande porte? Pois é, na prática, é porque este assunto já virou placebo, que é o de “como usar os cases das grandes marcas”. O problema é que, muito provavelmente, o fato de temos uma geração se construindo a partir de si mesma, faz com que esta correlação não aconteça. Ou mesmo se está dentro de um grande negócio (e marca), muitas das vezes não se consegue relacionar os novos modelos e a forma de comunicação e relacionamento que esta empresa vem aplicando com seus usuários, sejam eles antigos, atuais ou novos.

 

 

Mais do que nunca, as marcas precisam entregar valor de alguma forma, estabelecer uma relação forte antes, durante e, principalmente, depois. Vender agora não é algo somente financeiro, algo que se gasta e é debitado no cartão de crédito, mas sim em moeda confiança, valor, envolvimento e tantas outras que circulam nesta economia da relação ganha-ganha. É uma poupança que se cria na fidelização das e nas marcas. É o tal do Branding que tanto se fala, mas que poucos entendem. E se esta palavra termina com o “ing” é porque significa ser algo que nunca termina e está sempre em movimento, crescimento e transformação, tornando a sua marca relevante.

 

E quem ainda não percebeu isso vai ficar preso ao produto/preço, ao splash promocional, metas mensais ou designs toscos e aos milhares e vazios likes sociais. E isso, posso lhe assegurar, não constrói, em seu DNA, marcas com verdades e de verdades.

 

 


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