Quando um pequeno galho mostra que a Criatividade é um DOM. Só que diferente do que você sempre imaginou.

August 23, 2017

Por quê muita gente acredita que criatividade é um DOM?
E atire a primeira bola de papel quem nunca: “Ahh, criatividade não é pra mim" ou "Quem tem é porque já nasceu com ela!"

 

Foi numa bela tarde, quando estava dando uma corrida e fazendo um daqueles exercícios especialmente criados para ajudar a casos não raros e bem conhecidos, como o tal do STDT - Sentado Tempo Demais Trabalhando.

 

Fui com os meus podcasts implantados no ouvido (sim, nesta hora sai o Spotify e entra um alongamento de conhecimento), alternando a pedalada e a corrida em um ritmo bom para oxigenar o corpo e alimentar a mente. Tudo isso com vista para uma natureza deslumbrante e em contato com as sensações que aquele ambiente me traz. Vezes até corro de olhos fechados para ver até onde consigo dominar meus sentidos e, ao mesmo tempo, apreciar cada rasgo de vento no rosto, cada cheiro natural das folhas, da terra e do mar. Uma troca justa, considerando o que esta cidade maravilhosa naturalmente oferece, além do fato de que estou no meio para um final de tarde e ainda preciso voltar aos trabalhos e projetos que tocava, continuamente e desde cedo, ainda com uma longa jornada pela frente.

 

 

 

A grande verdade é que a corrida da tarde se fazia mais do que necessária. Era uma nova opção de gás que o cansaço das semanas anteriores havia retirado e que diariamente aparece em sua rotina. Entregas de projetos, montagem de projetos, projetos pessoais, reuniões, família, propostas enviadas, propostas recebidas, planejamento anual, consertos, contas, gastos e investimentos. E o que mais pintar no cenário de um único dia. Sim, tudo isso junto num único dia. O mesmo que acontece com você e com qualquer pessoa do mundo! 

 

 

Mas e quem trabalha com criatividade, inovação e essas coisas aí, legais de pensar e fazer, não precisa estar lá, debaixo de um fone de ouvido escutando de ACDC a Sebastian Bach?

 

Ou naquele grupo fechado levantando discussões e mudando os post-its de lugar para mudar o mundo? Não precisa concentrar-se para preservar o seu estado mental e fluxo criativo na elaboração das ideias fueedas? Não precisa achar os caminhos e as soluções que ninguém ainda viu? Sim, precisa. Mas este não é o mundo real. E é o que temos para hoje, ou seja, dividir com todo o resto que chega como uma tsunami para confrontar o seu desempenho. Isso sem colocar aqui a tal da procrastinação. Em alguns casos, os profissionais da economia criativa se assustam com suas próprias disputas internas e se vêem ali, parados, sem reação, se olhando no espelho como um farsante de suas próprias ideias (já comentei sobre isso neste link sobre a Síndrome do Impostor para criativos e empreendedores)

 

Então, como criar, manter e melhorar o olhar criativo, uma vez que a era do empreender as próprias ideias, os projetos de vida, as startups, os coletivos e todos os novos negócios que estão mudando constantemente as estruturas tradicionais vem fazendo? E como ser criativo-produtivo-inovador neste novo cenário exploratório das ideias, tecnologias e na inevitável evolução dos modelos de negócio, onde o desaparecimento e nascimento das novas profissões e até mesmo a resignificação de algumas outras vem surgindo a cada minuto? É o caso, por exemplo, que acontece com as brand personas (este merece um novo post futuramente). E trouxermos a criatividade como algo comum e presente nas nossas vidas? E se ela fizesse parte, obrigatoriamente, de qualquer modelo de vida e de trabalho? Não só de pensar, mas de agir? E se entendermos que ela é, agora, a nova moeda de valor e é o que será um dos pilares principais das profissões do futuro-hoje?

 

 

Voltando para minha corrida...

 

havia me deparado, no final de poucos quilômetros, com um pedaço de caule retorcido no chão. O que vi foi, instantaneamente, o número 6. E isso colou em minha mente. Para quem já se aprofundou no universo das marcas, sabe o quanto é impressionante como a mente trabalha a serviço dos códigos visuais e estabelece um canal direto de comunicação com os signos e significados, sem precisar dizer nada. Foi então impossível de controlar, a cada jarda, o que parecia uma caça aos números perdidos. Eu não estava procurando-os, mas sim eles estavam saltando nos meus olhos. Era como se o mundo já tivesse números espalhados e a natureza, com suas folhas, galhos, pedras, adornasse esses números. O seu olhar se inverte e você consegue fazer essa alternância a toda hora, naturalmente. O mais interessante é que faço isso todos os dias no meu trabalho. E quanto mais você conhece métodos e técnicas de criatividade, mais você usa-as na sua vida, de forma natural e diria, intuitiva. Isso acontece quando você entende como esse organismo todo funciona e fica mais fácil ver coisas ((o_O) como diria Haley Joel Osment - “I see dead people”). Em poucos minutos foram sete “encontros ocasionais”.

 

EM POUCOS MINUTOS, A SEQUÊNCIA DE NÚMEROS ENCONTRADOS APÓS A CORRIDA.

 

 

 

E é aqui que quero explicar-lhes sobre o que entendo como DOM. Não como uma palavra que apenas determina algo (acredito sim que todos possuem alguma(s) habilidade(s) natural(is) e é por isso que a ciência comprova a existência de 9 inteligências diferentes (até agora)).

 

Mas como uma sigla, que significa basicamente:
Dedicação, Originalidade e Método.

 

E quando você entende como isso funciona, domina as técnicas e as coloca a seu serviço para qualquer coisa do dia-a-dia, ela acaba entrando pelas suas veias, passando pela sua respiração, oxigenando o seu cérebro e, enfim, projetando isso através dos seus olhos, transformando todas as coisas em sua volta, em ideias.

 


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