Serendipidade, Criatividade, Possibilidade e outras idades.

November 11, 2017

POR MERO ACASO, FOI VOCÊ QUE ME ENCONTROU.

 

Quando esbarrei com a palavrinha, serendipidade, foi lá, sem querer, numa esquina de áudio-conteúdo que fiquei chocado como nunca havia "ouvisto" ela antes.

 

Acredite, este encontro só aconteceu a uns 2 anos atrás, em um podcast. Muito pouco tempo para o acaso que ela proporciona. Desde então, o que está à minha volta não é mais o mundo, o dia-a-dia, mas as oportunidades de poder ver aquilo que normalmente não se vê, não se conecta com o que realmente pode melhorar o sentido das coisas e que estão esperando para serem (re)criadas. O olhar muda, as percepções idem e, consequentemente, a cognição em todos os sentidos. E o que isso tem a ver com o universo da criatividade e da inovação? Tudo! Mas antes, vamos dar aquele passinho pra trás pra dar dez pra frente e se encontrar com esta tal de serendipidade naquela tal esquina da oportunidade.

 

 

 

SERENDIPIDADE. AFINAL, WTF?!

Em bom resumo significa a descoberta de coisas valiosas, afortunadas e inesperadas que nós não procurávamos e que nos chega por acaso. E aqui o herói e o vilão se misturam em uma só palavra: acaso. Por quê?! Simples, porque todo mundo adora um “por acaso…”, “que coincidência…”, “é o destino…”. Mas isso só porque é mais místico, fantasioso e misterioso. Então, fica muito mais interessantemente, apreciável e, claro, fácil de ser aceito numa embalagem de boas marcas da vida como histórias bem contadas. É por isso que gosto de tratá-la de uma outra forma, colocando algumas informações nutricionais no rótulo de trás desta embalagem: serendipidade é estar, antes de mais nada, atento a este acaso, percebendo a sutileza das coisas ao seu redor, na latência das afinidades, das conexões e das possibilidades. É brincar de fazer as junções de forma mais bem construída, de forma consistente e constante. É estabelecer que cada segundo é tão importante quanto cada coisa que acontece bem dentro dele. Com você, pra você, por você. E, nesta retroalimentação, dos outros, para os outros, pelos outros e com os outros. Aqui os outros é tudo aquilo que não é você, ou seja, não significa falar somente de pessoas, mas principalmente falar da sua relação com o ecossistema dos acontecimentos. E é aí que o seu estado mental muda, suas percepções mudam, suas conexões começam a ser mais claras, fortes e percebidas para colocar o funcionamento disso tudo a favor do melhor. É como ter uma visão explodida sobre as coisas. E essa engrenagem começa a girar de forma mais compassada e com a maestria de suas habilidades com o passar do tempo adquirido pela incansável fome de aprender, de conhecer, de prototipar, de entregar para o mundo as suas ideias. Mas esse processo não é tão fácil. A primeira coisa é estar aberto a isso, deixar o olhar dos olhos conectado com o olhar dos olhos da mente, do coração e do estômago (sim, temos neurônios que moram em três lugares do nosso corpo e eles ajudam em tudo quando você está conectado com você mesmo, entendendo o funcionamento do seu sistema). A segunda (e talvez aqui a primeira), é ter um portfólio de conhecimento sobre as coisas, um repertório quão vasto possível for. Para isso tem o tal do sacrifício. O tal do “larga a TV convencional, consuma conteúdos mais interessantes e que possa lhe trazer mais camadas de informação com correlação e conhecimento. Dos filmes, séries, documentários, livros, podcasts, pessoas conhecidas e desconhecidas, tudo é válido. E o válido é permitir que este todo seja feito com curadoria, com qualidade e na quantidade de suas escolhas, na forma como você absorve isso tudo e transforma em massa crítica, para emergir e poder externalizar da forma que for. Isso vai sempre te levar não só ao lado B das coisas, mas o C, D e daí por diante, vai te levar a buscar e entender as camadas mais profundas, as relações com o todo e os novos e mais novos conhecimentos. E pratique constantemente o aprendizado. Porém, não se esqueça do mais importante: tem que ser divertido. Tem que valer à pena. Tem que ser prazeroso. Tem que ser enriquecedor e talvez até transformador. Pra ti, pro teu projeto, pro amiguinho do lado, pro parceiro, pra equipe, sua audiência, pro mundo. 

 

 

Criatividade só faz rima com serendipidade?

 

Quando entrarmos em um processo criativo, aplicamos as técnicas e metodologias que melhor se adequam para a resolução de um problema, seja ele qual for e em que área for. Ou seja, entrar na mata do desconhecido de um problema para a geração de ideias só fará de você um Indiana Jones se tiver suas conexões amplificadas e atualizadas com o passado e o presente e assim, tentar enxergar a silhueta do futuro. Já dizia

Stanley Milgram - “A vida só pode ser compreendida para trás, mas deve ser vivida para frente”.

 

Então, seja na oportunidade ou na construção de um caminho para a criatividade e a inovação, o melhor resultado sempre será aquele em que você produz com todas as raízes e ramificação bem conectadas. Pode até parecer, mas criativos não são caóticos (ops, são sim), mas o caos é controle e (re)arrumação. Fazemos isso de forma orquestrada, saiba. E quando falo de criativos, falo sempre com 100% da população deste planeta. Porque não há não-criativo. E se o seu crachá não está espetado no seu jaleco e você não passeia pelos corredores da indústria criativa, isso não quer dizer que você não faz parte desta turma. Estando ou não dentro do universo da economia criativa, todos nós somos criativos, restando apenas cada um saber quais são as suas maiores habilidades e trazer para a superfície o seu eu-criativo-empreendedor. A criatividade hoje é a nova ciência e será uma das únicas habilidades que lhe fará não ter seu emprego atual sendo absorvido pelas máquinas (mas isso é um outro post). Para os criativos de carteirinha ou não, usar técnicas e métodos para exponenciar suas ideias é, mais do que tudo, blindá-las. Isso deixa suas ideias e projetos fortes o suficiente para uma melhor taxa de resposta, tanto produzindo erros em menores escalas (sim, faz parte do processo) quanto a capacidade deles mais rápidos serem ajustados.

 

 

 

Um convite:

 

esteja atento aos sons bem desenhados e as imagens vistas em voz alta. Esteja atendo aos acasos de uma outra forma e bem mais atento e preparado. Pegue-os e coloque todos juntos. Veja as combinações entre eles, as afinidades, as conexões que estabelecem. Seja numa pergunta, numa resposta, numa ideia, num conselho, num próximo trabalho, no que fizer daqui em diante, pessoal e/ou profissionalmente. Para construir o seu caminho ou até mesmo para indicar um a alguém que precisa.

 

ATENÇÃO PLENA AO DETALHES É O MÍNIMO QUE OS OLHOS, A MENTE E O CORAÇÃO PEDEM .

 

 

 

Seu papel no mundo é representar uma partícula de importância aos outros. E, quem sabe, para ele todo. Por isso, espero que aqui este texto tenha sido uma micro-partícula de possibilidades.

 

Mas, se quiser, também pode chamar de serendipidade ;)


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